5 erros comuns em cálculos trabalhistas que você precisa evitar

Descubra os 5 erros mais comuns em cálculos trabalhistas e como evitá-los. Guia completo para advogados trabalhistas que buscam precisão técnica, segurança e redução de impugnações.

11/29/20252 min read

Os cálculos trabalhistas são uma das partes mais sensíveis dentro de uma reclamação trabalhista. Um detalhe aparentemente pequeno pode gerar diferenças significativas, impugnações, atrasos processuais e perda de credibilidade técnica.

A seguir, apresento 5 erros que encontro com frequência nas perícias, assistências técnicas e revisões — e como cada um deles pode comprometer o resultado final do processo.

1️⃣ Utilizar salário incorreto como base de cálculo

Esse é um dos erros mais graves porque afeta praticamente todas as verbas.

Ocorre quando o profissional utiliza:

  • salário informado verbalmente pelo cliente,

  • valores desatualizados,

  • contracheques inconsistentes,

  • ou ignora verbas fixas que integram a remuneração.

👉 Consequência: horas extras, adicionais, reflexos, férias, 13º, FGTS e rescisórias são calculados de forma errada desde o início.

2️⃣ Aplicar divisor incorreto na hora de calcular horas extras

O divisor impacta diretamente o valor da hora.

Os mais comuns:

  • 220 horas → jornada 44h semanais

  • 200 horas → jornada 40h

  • 180 horas → jornada 36h

  • Outros casos especiais

👉 Consequência: um divisor errado pode alterar todo o valor devido no período, inclusive seus reflexos.

3️⃣ Esquecer o adicional noturno prorrogado

Quando o empregado inicia sua jornada no período noturno e trabalha após as 5h, a prorrogação também deve ser considerada noturna.

Isso afeta:

  • valor da hora noturna

  • horas extras

  • DSR

  • base de cálculo para férias, 13º e rescisórias

👉 Erro técnico extremamente comum — e muito apontado em impugnações.

4️⃣ Confundir verbas salariais com indenizatórias

Esse é um dos erros que mais distorcem o valor final do cálculo.

Exemplos de verbas salariais (integram a base):

  • salário base

  • adicionais (noturno, periculosidade, insalubridade)

  • comissões

  • gratificações habituais

Exemplos de verbas indenizatórias (não integram):

  • ajuda de custo

  • diárias para viagem

  • indenização de transporte

  • reembolsos

  • multa do art. 477

👉 Consequência: cálculos inflados ou desconsideração de valores efetivamente devidos.

5️⃣ Aplicar juros e correção de forma equivocada

O tema foi pacificado, mas na prática ainda gera inúmeros erros.

Pontos críticos:

  • diferenças entre fase pré-judicial e fase judicial

  • tratamento de parcelas vincendas x vencidas

  • índice adequado (IPCA-E, TR, SELIC) conforme jurisprudência atual

👉 Erro de índice pode alterar substancialmente o resultado final da liquidação.

Conclusão

Evitar esses erros é fundamental para um cálculo sólido, preciso e tecnicamente defensável. Advogados que contam com apoio especializado reduzem impugnações, ganham tempo e reforçam a credibilidade perante o juízo.

Se você atua na área trabalhista e deseja segurança nos seus cálculos, posso ajudar.

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